
Quer fazer uma mulher ficar com olhos brilhantes, empolgada, entusiasmada e por que não dizer feliz? Simples, basta levá-la a uma loja de sapatos.
E eu como mulher vaidosa que sou não fujo à regra. Escrevi o texto que segue abaixo há alguns anos, mas para mim continua sendo atual... leia e releia e tente descobrir qual o melhor caminho...
Ah! Como é bom comprar sapatos novos!
Eles nos dão a sensação de rumo novo, de novo trajeto, de mudar o caminho que estava sendo errado.
Numa euforia só, calço os sapatos recém adquiridos!
Mas o que fazer com esta calosidade que me incomoda? O novo, tão belo, no momento da dor parece-me feio e desprezível...
Na dor, sinto saudades daquele velho, surrado, tão “caminhado”, mas extraordinariamente confortável sapato velho.
Fico um pouco na dúvida: devo optar pelo novo, elegante, embora desconfortável ou pelo velho que, apesar de feio, é quem mais agrada aos meus pés.
Mas se eu caprichar na roupa, talvez nem olhem para os meus pés...
E se alguém insistir e ficar olhando para os meus feios e mal calçados pés, direi que está se apegando a detalhes e que deveria olhar o conjunto, o todo... De certo, encontrará algo que fique no meio termo, entre o bonito e confortável, o novo e o velho, ou seja, a essência do meu ser!
Março/2000
Eles nos dão a sensação de rumo novo, de novo trajeto, de mudar o caminho que estava sendo errado.
Numa euforia só, calço os sapatos recém adquiridos!
Mas o que fazer com esta calosidade que me incomoda? O novo, tão belo, no momento da dor parece-me feio e desprezível...
Na dor, sinto saudades daquele velho, surrado, tão “caminhado”, mas extraordinariamente confortável sapato velho.
Fico um pouco na dúvida: devo optar pelo novo, elegante, embora desconfortável ou pelo velho que, apesar de feio, é quem mais agrada aos meus pés.
Mas se eu caprichar na roupa, talvez nem olhem para os meus pés...
E se alguém insistir e ficar olhando para os meus feios e mal calçados pés, direi que está se apegando a detalhes e que deveria olhar o conjunto, o todo... De certo, encontrará algo que fique no meio termo, entre o bonito e confortável, o novo e o velho, ou seja, a essência do meu ser!
Março/2000
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